Sobre a Margem
Uma fintech que é tecnologia e correspondente bancário.
Somos as duas coisas de propósito: a tecnologia é o que faz a venda escalar, e a habilitação de correspondente é o que permite levá-la até a assinatura do contrato. Uma sem a outra não entrega a operação inteira.
O problema que nos faz existir
O consignado não tem crise de crédito. Tem crise de distribuição.
Não falta carteira, não falta funding e não falta esteira. O que falta é canal: os bancos reduziram a rede física, o correspondente humano deixou de fechar a conta, a abordagem por telefone foi inviabilizada, e o autosserviço digital sozinho não dá conta de uma venda que é assistida por natureza.
Do outro lado, a demanda cresceu. É uma das maiores carteiras de crédito do país, e o consignado do trabalhador chegou puxando um universo elegível do qual cerca de três quartos ainda não contratou — diante de instituições sem nenhum canal de venda que escale, seja legal e caiba na economia da operação.
O tamanho do problema
Uma demanda enorme, sem canal que a alcance.
- R$ 785 bi
- em carteira de crédito consignadoFonte: Banco Central do Brasil
- 1/3
- das agências bancárias fechadas em dez anosFonte: Dieese, via Folha de S.Paulo
- 500 mil
- correspondentes bancários sustentam a venda no paísFonte: Banco Central do Brasil, via Finsiders
- R$ 117 bi
- originados no primeiro ano do consignado CLTFonte: Ministério do Trabalho e Emprego
- ~3/4
- do universo elegível ao consignado CLT ainda não contratouFonte: Agência Brasil e Banco Central
- 35,9 mi → 7.644
- simulações que viraram contratos nos três primeiros dias do consignado CLTFonte: Agência Brasil
Por que os canais existentes não resolvem
Cada caminho de venda quebrou por um motivo próprio.
A rede física encolheu
Um terço das agências fechou em dez anos. O balcão que originava consignado por presença simplesmente deixou de existir na escala em que existia.
O correspondente humano não fecha a conta
Meio milhão de correspondentes sustentam a venda no país, e o teto de juros comprimiu a remuneração que pagava esse esforço. Abordar, explicar, simular e digitar com gente parou de caber na margem — a ponto de grandes bancos desligarem o canal.
O telefone foi inviabilizado
A abordagem em massa saturou — mais da metade dos brasileiros não atende número desconhecido. E a regulação pós-fraude fechou a porta: no consignado do INSS, a contratação por central telefônica passou a ser proibida e o desbloqueio exige biometria. Esse canal não ficou caro, ficou ilegal.
O autosserviço digital não basta
Consignado é venda assistida, e funil sem assistência vaza: nos três primeiros dias do consignado CLT, 35,9 milhões de simulações viraram 3,1 milhões de propostas — e 7.644 contratos. Some-se a isso a parte relevante do público que sequer conhece o aplicativo pelo qual teria de se servir.
Por que auditar deixou de ser opcional
A régua subiu depois da fraude — e subiu para todo mundo.
O consignado passou por uma crise de confiança que reorganizou as regras do jogo: operação da Polícia Federal sobre descontos irregulares em benefícios, suspensão de novas concessões pelo TCU por indícios de fraude, e o maior volume de reclamações já registrado sobre o produto. O que veio depois foi consentimento explícito, biometria e exigência de trilha.
- R$ 6,3 bi
- em descontos irregulares sobre benefícios do INSS entre 2019 e 2024Fonte: Polícia Federal e CGU, via Agência Brasil
- R$ 2,84 bi
- já devolvidos a 4,1 milhões de aposentados e pensionistasFonte: INSS
- 50.563
- reclamações sobre consignado em cinco meses de 2025, recorde da plataformaFonte: consumidor.gov.br, via Campo Grande News
O que isso significa para quem contrata a Margem
A trilha não é obrigação nossa. É o seu respaldo.
Prova de que a contratação foi autorizada
O consentimento é registrado antes de qualquer consulta, e a conversa inteira fica guardada. Quando a instituição ou a empresa precisar demonstrar que a operação foi pedida pelo cliente — a uma auditoria, a um órgão de defesa do consumidor, ao regulador ou em juízo —, a prova existe e é recuperável.
Guardar a conversa e cumprir a LGPD não se opõem
O dado pessoal sensível é cifrado em nível de campo, o isolamento entre clientes vale em todas as camadas, e a retenção é definida e aplicada. A trilha existe para sustentar a contratação, e não para acumular dado — é o que separa registro de estoque.
Qualquer jornada reconstruível, do início ao fim
Quem consentiu, o que foi perguntado, o que foi respondido, qual condição foi apresentada e o que foi contratado. Uma operação que não se explica não escala — e, no consignado de hoje, também não se defende.
O que não fazemos
A Margem não é banco e não concede crédito.
Quem analisa, aprova e empresta é a instituição financeira. Somos correspondente bancário contratado por instituições financeiras, nos termos da Resolução CMN 4.935/2021 — operamos a conversa, a condução e a formalização, e não entramos na relação de crédito.
Também não somos um chatbot de atendimento. A operação existe para conduzir a venda inteira, do primeiro contato à contratação, e para escalar a uma pessoa quando o caso pedir.
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